quinta-feira, 24 de junho de 2010

...preguiçosamente

...preguiçosamente o Sol se demora a deitar. Espero por ti serenamente como se por magia pudesses e quisesses a mim chegar. Alegro-me sossegadamente com lembranças do teu sorriso e tento, por momentos, sentir que não partiste numa direcção oposta à nossa perfeição.

Não tenho o poder de te poder fazer ver que tudo o que não queres também eu nunca quis.

Não quero ir. Quero estar aqui. Quero fechar os olhos, como num sonho, e sonhar que estás mesmo ali. Não quero acordar para um pesadelo em que vivi. Sinto-te aqui. Quero-te aqui...

...magia

...se pudesses ao menos com uma lágrima tua apagar o fogo da minha amargura. Se pudesses sentir se pudesses entender a angústia que causas com a ausência de ti jamais ousarias partir nesses silêncio ensurdecedor sem nada me dizer. Sem um adeus teu para que eu conseguisse sentir que meu coração já não fosse meu.
Se tivesse o poder de te fazer ver que a ilusão de já não me teres não faz parte da realidade dos nossos sonhos. Se conseguisse derreter esse gelo do teu olhar para que pudesses ver o calor da minha alma. Se conseguisses sentir na distância do teu consciente o pulsar do meu coração da nossa paixão. Se pudesses sentir certezas minhas.
As certezas são tantas quanto a dor.
Mas tenho toda a certeza que naquele beijo naquele sorriso não bastaria toda a perfeição do mundo naquele segundo para descrever toda aquela nossa magia.
Há sonhos que se tornam e são realmente realidade. Não é por se ser cego que se deixa de sonhar. Só espero que quando acordares não seja demasiada a dor do pesadelo da ilusão da tua realidade.
São raras as oportunidades de se ser realmente feliz e o passado ninguém apaga e é isso que me faz e que te fará sofrer.
Se pudesses apenas ler com palavras meu coração irias sorrir com a nossa doce paixão.
Se pudesses se conseguisses, então todas as duvidas todos os medos todos os receios simplesmente se desvaneceriam e todas as luzes todas as cores se fundariam como num na festa de um por do sol e então, nesse segundo, tudo voltaria á perfeição da nossa pura magia...

terça-feira, 8 de junho de 2010

tudo, ou nada

Nunca pensei conhecer a mais pura das perfeições. Nunca acreditei que ela existisse. Pelo menos fora da realidade dos meus sonhos. Mas ela existe. Existe, e eu vi-a perante mim. Toquei-a com a minha alma. Senti-a. Reconheci toda a sua beleza e esplendor. É difícil descrever o que não pode ser compreendido sem um coração puro. É demasiado arrebatador. É como um pôr-do-sol eterno onde uma festa de luzes e cores transformam o dia em pura fantasia.
É um poder imenso que se abate sobre a alma. Como um Sol que dita a noite e o dia.
Não quero viver numa escuridão sem estrelas. Preciso de Luz preciso de Sentir outra vez. Preciso de me sentir realmente vivo e invencível, capaz até de parar o próprio tempo.
É pura magia, é demasiado poderoso e perigoso. Mas arriscaria até a própria vida só para apenas olhar uma só vez.
Só quero sorrisos. Só quero aquela paixão toda a fluir pelo corpo.
Só espero que nada possa destruir a mais pura das perfeições. Rezo todos os dias para que volte a ser tudo perfeito como naquele momento naqueles segundos em que te olhei e vi o espelho da minha alma...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Capítulo.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

...devaneios

...devaneio na insanidade da loucura devora-me a razão a cada segundo que a minha alma estremece com a tua simples presença em vagos pensamentos. Desvio o meu olhar para o por do Sol. Tento perder-me em outros sentimentos mas até as doces cores horizonte me fazem sonhar com as cores do teu olhar. Fecho os olhos. Tento por momentos ver apenas um nada. Mas nada. Acabas sempre por aparecer mesmo quando não te quero com medo de perder o pouco da lucidez que ainda em mim julgo perdurar. Confortável desconforto de te ver sempre ali... estás sempre em mim. Perco-me no brilho das estrelas e sinto dentro de mim o teu brilho a raiar em ti. Não sei como lidar com tão inefável pureza. Não te quero tocar, não sou digno de tal divino privilegio. Não te consigo dizer não, não tenho direito sobre a tua vontade. Mergulho o meu rosto tentando lavar-me de tais sonhos. Desespero quando me despes o rosto e me tocas na alma com tal simplicidade que me dá certezas de que não pertences a este mundo. Deixei de distinguir entre a ilusão e a realidade, não sei se existes apenas em meus sonhos. Devaneio nesta loucura onde não consigo lidar com o espelho da minha alma reflectida em todas as tuas palavras. Cega-me o reflexo da verdade de toda esta realidade. Acordo e procuro conforto em sentir se tudo não foi um sonho de uma visão de um milagre. Volto a fechar o meu olhar e sinto o teu sorriso a estremecer o meu coração e sei que é impossível não ter sido tão verdade como aquele por do sol como aquele teu olhar. Não tenho perdão por não conseguir dizer-te mais do que ainda tu já sabes e que nem eu não sei sobre as trevas da minha alma. Não sou digno de tais visões de ti sobre mim. Não te consigo dizer não se não souber que estarás melhor sem mim. Almas gémeas? Alguma missão? Porquê tudo isto agora e assim? Infeliz sou por não levar à boca meu coração. Não tenho perdão. Só rezo para que o teu sorriso nunca se desvaneça como agora a minha razão...

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

...caravela


...vejo no mar o meu reflexo, a sombra do meu passado. Hesito em olhar-lhe em sentir-lhe em tocar-lhe. Eu sabia que algum dia essa sombra iria voltar como o som ondas do mar. A inevitabilidade do futuro fez-me não me adiar aquele momento aquele toque na água fria e gélida onde me poderia perder em angustias obscuras e profundas da minha alma. Decidi juntar algumas letras para não me perder num presente oceano de palavras onde já não sei navegar. Tudo mudou, tudo está diferente. Já não me reconheço naquele espelho já não sou quem era nem sei quem sou. O que tanto ansiava por procurar sei agora que não existe. Só sinto o que sentia no vazio do passado sem alma nem sentido. Podia reinventar-me em sonhos mas já não sei sonhar. O pesadelo das trevas invadiu-se sobre mim e deixa-me cativo em devaneios sem fim. Desenho na areia uma caravela de sonhos para me vir buscar ali, naquele lugar, naquele mar. Fecho os olhos e deixo-me sumir no frio de uma noite escura e já sem estrelas. Já gelado sinto o calor da Lua a abraçar-me e a não me deixar mergulhar num azul profundo. Vejo a luz um de farol ao longe e agora sei que me encontrei, que não estou perdido, que sempre tive onde estava e que tudo não passava de um pesadelo. Nado iluminado entre o sal cintilante das doces ondas que me embalam até chegar ás estrelas. Abro os olhos e vejo o nascer do sol que faz desaparecer todos os sonhos de escuridão...

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

...sal


...perdi-me no silêncio do horizonte a sonhar contigo. Estavas ali comigo, naquele dia, naquela praia, naquele sonho só nosso e de mais ninguém. Irradiavas luz como uma estrela e ofuscavas toda a escuridão daquele momento. Não conseguia ver-te com os meus olhos, és luz demais para as trevas do meu olhar mas não faz mal, bastava sentir a tua presença com a minha alma para reconhecer todos os teus movimentos, todos os teus gestos, toda a tua cor que inundava o meu coração.
Vivi como sombra nas trevas durante a amargura da ausência da tua presença perante mim. Já não me reconheço, já não sei quem sou ou para onde vou. Perco-me na angustia de não saber se as tuas lágrimas são puro sal como pó de ouro a cintilar num céu estrelado ou se puro mel mais precioso que o santo grall. Mas a luz que me concedeste é tão forte que mesmo que eu quisésse nunca a poderia apagá-la completamente. Tentei riscar-me, limpar-me, fazer-me desaparecer de tudo e de todos e para todo o sempre. Se estou aqui é por ti, a minha alma é tua. Já não acredito que há uma estrela para cada um de nós, suficientemente afastada para que as nossas faltas a não possam obscurecer porque a minha estrela és toda e só tu...

domingo, 3 de setembro de 2006

...apocalipse

...olho para o céu e escondo a Lua entre os dedos da minha mão. Descobri-te, era tudo mentira, tudo falso, tudo diferente. A luz que em mim preenchias era um nada afinal. Nada como o que deixaste dentro de mim depois de me destruires. Mexo e remexo os meus dedos escondendo e agarrando-te, olhando-te demorada e vagarosamente e tentanto entender o porquê de me teres enganado tanto. O mel do teu olhar que me derretia era puro doce veneno que me percorria. Mas sei que o provaria outra vez se o tivesse á minha frente. Esse teu brilho que a pouco e pouco me destruia era fatal e eu não sabia. A culpa foi minha, fui eu que destruí a tua cor, o teu brilho, o teu amor. Agora nada resta da minha alma senão a sombra de um passado que me atormenta o presente e o futuro. Já não sinto nada, já não me sinto, só sinto em mim um nada que já nada quer sentir. Cansei-me das palavras, das ilusões, dos sonhos, da vida. Quero mergulhar num oceano profundo onde a luz da lua nem o brilho da estrelas me possam encontrar e então aí talvez possa sonhar...

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

...partida


...acabou tudo. O meu reino de fantasia de fadas e princesas, não passava de uma doce ilusão de uma realidade fria e obscura. Estou farto de ilusões e desilusões. Decidi deixar de ser subdito das minhas palavras e fugir para bem longe. Longe das frases, das letras, longe de tudo. Vou para onde ninguem me possa encontrar, vou até ao fim do mundo e kuando lá chegar vou por lá ficar até não restar nada de mim. Fartei-me dos meus pesadelos, da minha angustia, de mim. Preciso de me libertar de vez desta escuridão que não me deixa ver e viver. Vou ficar sozinho, sem nada, sem tudo, sem ninguem, só ficarei com a lua o mar e as estrelas para me abraçar. Afinal foi sempre tudo o que tive, só e apenas isso. Nunca me trairam, nunca me abandonaram. Não gosto de despedidas mas este é o adeus que á muito anunciara. Todos os contos de encantar têm um final, mas este não é feliz. Não me quero demorar, quanto mais tempo levar mais dor vou sentir quando partir. É melhor ir já. Peço desculpa pelas desilusões que causei a quem leu o que escrevi. Peço que sintam que foi apenas um pequeno pesadelo de um principio de um sonho vosso e não meu...

sexta-feira, 21 de abril de 2006

...não


...não foste, não disseste para onde ias. Fugiste sem nada me dizer. De repente como uma brisa de vento. Quente. A tua voz desvaneceu perante mim. O teu sorriso que aquecia e percorria todos os recantos da minha alma e de quem o olhava dá lugar a um profundo vazio; negro; frio; escuro. Um nada. Um tudo. Que deixaste de preencher. Um vazio. Que nos deixaste a ver. O sentir que levaste contigo. Sabias ver, eras especial. Eras rara. Eras tu. Tu e o teu olhar que era profundo e doce mas que poucos o sabiam ler. Ainda o leio na minha mente e de cada vez que o sinto descubro sempre novas letras, novas palavras, novos entendimentos. As tuas frases não são velhas, estão presentes, estão comigo, estão no meu coração de cada vez que sinto o calor do teu olhar. Tinhas tantas letras no teu olhos que me deixavas sempre analfabeto. Percebia muitas delas mas mais eram ainda as que ainda não conseguia ver. Percebias-me. Sentias-me. Lias-me. Ás vezes era desconfortavel. Já fazias de propósito e ainda bem. Sentia-me nú com esse teu olhar. Conseguias ver através de mim. Vias-me com a alma. Vias-me a alma. Desconforto agora confortavel nos meus pensamentos de ti. Não quero. Não quero que vás. Enganaste-me. Sempre enganaste tudo e todos e até a ti. No fundo sabias, e eu no fundo tambem sabia que tu sabias, mesmo sem nunca termos dito tais palavras. Mas não fazia mal. Era de ti, de mim, do nosso silencio inquebrável. Quem não te olhava nos olhos ou olhava e não te sabia ver, sentia-te implacável. Mas não sei porquê para mim sempre te senti suave como o tempo. Tempo que parava contigo. Ainda não acredito que tudo não passe de um pesadelo. Ainda ontem tu estavas aqui como o vento. Levaste parte de mim. Parte da minha alma, das minhas lágrimas, estão em ti. Guardas em ti os olhares perdidos, os sorrisos escondidos entre silencios que diziam tudo e não escreviam nada. Deixas em mim um nada. Um vazio enorme cheio de ti. Ainda não senti que não estás aqui mas já sinto a tua falta. Falta sempre palavras. Nunca as tive contigo. Agora só me resta deixar estas aqui e esperar que o que te estive a ensinar durante os nossos olhares seja agora por ti compreendido nestas palavras.
Mas não. Não foste. Porque o teu sorriso e alegria de viver iluminará para sempre as memórias daqueles que te realmente conheceram e sempre acreditaram em ti. Não foste, estás em mim...